Sandra Ribeiro
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IX - APOLLO  -Além Da Grécia -

Verdadeiro Protetor:
 
Nossa maior preocupação era que o Apollo saísse para a rua quando fossemos tirar ou colocar o carro na garagem. A princípio um de nós ficava com ele, quando o portão estava aberto. Com a passar do tempo isto não foi mais preciso.

Ele faz uma sequência de movimentos cada vez que um carro entra ou sai da garagem, como um verdadeiro cão de guarda. Aliás, nunca mais nos foi roubado nada.

Os carros são estacionados de frente e saem de ré. Quando o Apollo ouve o barulho do motor abrindo o portão, para tudo o que está fazendo e vai até lá. Põe a cabeça para fora, olha para os lados e late como se dissesse: “Pode vir que está tudo bem”.

Ao sairmos o Apollo vai para a lateral do portão, ficando ao lado do passageiro. Quando acaba de passar a traseira do carro pelo portão, o cão contorna o carro pela frente e se posiciona ao lado do motorista, ficando impossível de abordá-lo sem passar pelo Apollo.

Enquanto aguardamos o portão se fechar, o Apollo observa a rua. Mas quando faltam só uns centímetros para o total fechamento o cão recua. Nunca ficou preso pelo portão. No começo ficávamos com a mão no botão do controle do portão, se o Apollo se esquecesse de sair antes do fechamento, parávamos o tal, mas ele nunca esqueceu. Oh bicho inteligente.

Quando estamos fora e chegamos a casa, ao abrirmos o portão o Apollo corre para ver a rua. Late para os dois lados e ao ver o carro se aproximar se afasta para a lateral a fim de dar passagem. Quando o carro entra, ele vai acompanhando lado a lado até o final da garagem. Então fica aguardando ansiosos, para ver quem vai sair do carro. Dando voltas pelas portas. Se mexermos no trinco ele fica doidinho querendo ver e fazer carinho. Tem momentos que brincamos com ele, revezando a mão no trinco sem sair. Ele vai de uma porta a outra rapidamente. Até que um sai e é coberto de abraços pelo cão. O ruim é quando se está com roupa preta. Tem que pedir para ele se afastar. O Apollo não gosta, mas concorda.

Este fato é observado pelos vizinhos, que admiram o procedimento do animal. Mas os que não o conhecem atravessam a rua assim que notam a presença do cão próximo a calçada.  



Sandra Ribeiro sp
Enviado por Sandra Ribeiro sp em 20/11/2011
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