Resiliência
Qual ave antiga renascendo ao vento,
A mulher vence a noite mais sombria;
Transforma a dor em nobre fundamento,
E faz da fé a própria luz do dia.
Se o mundo ergue muralhas contra o peito,
Responde com firmeza e mansidão;
Não dobra a alma ao peso do desfeito,
Nem perde o rumo em meio à provação.
Guarda no olhar a força das raízes,
E, ao semear esperança sobre o chão,
Converte em flor as horas mais infelizes,
Fazendo da coragem vocação.
Assim prossegue, altiva em seu destino:
Quanto maior a luta, mais divino.
(Soneto padrão inglês, composto por três quartetos e um dístico final.)